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sábado, 27 de novembro de 2010

Tempo


Tempo que acalma
Tempo que mata
Tempo que cala
Tempo que ensina
Tempo que passa

sábado, 3 de julho de 2010

Mas por que tivemos tanto medo de perder?

Passeando pelo twitter vi uma frase do sábio Paulo Coelho que sobre a derrota do Brasil disse o seguinte: “Quanto perdemos, apenas porque tínhamos medo de perder”. Ótima colocação. Não é de hoje que sabemos que o medo paralisa, nos impede de ir adiante. Perdemos no emocional. Mas por que tivemos tanto medo de perder?

Desde que o Brasil é o melhor do mundo no futebol, temos a responsabilidade de sermos o melhor sempre. Nascemos com a bola no pé. A diversão da criançada? Futebol. A diversão da marmanjada? Futebol. Assunto de mesa de bar? Futebol. Capa dos jornais de segunda-feira? Futebol. Fica desta forma evidente a responsabilidade.

A torcida torce de qualquer forma. Independente de acreditar no time, ou de concordar com o técnico. O papel do torcedor é este. Ele critica, quer sempre mais e mais. São todos técnicos, treinadores, atacantes. Todo brasileiro sabe um pouco sobre futebol, até quem não sabe em época de copa do mundo aprende. Na copa o Brasil para. É a alegria e a tristeza, uma bem próxima da outra.

Já a Imprensa massacra. Dunga é antipático, teimoso, não levou fulano nem sicrano. Não sabe armar o time, não tem inteligência emocional. Dunga na beira do campo é nervosismo, já Maradona no mesmo lugar é atração da copa. Rebaixaram Dunga e elevaram Maradona. Logo Maradona, técnico do nosso maior rival, excelente jogador? Sim, impossível discordar; mas não é nem de longe um exemplo de atleta. Como estava se sentindo Dunga, que antes de tudo é um ser humano? Exaltaram o carinho que o técnico argentino tem com os jogadores e passaram a imagem de que Dunga é um técnico seco e duro. Mas após a derrota disse Luis Fabiano: “Quero agradecer ao treinador. Em toda a minha carreira, foi o melhor que tive quem teve mais confiança em mim.”

Impossível não se comover com o choro de Júlio Cesar, de Kaká. Impossível não perceber que o time era pura raça, bem diferente de outros anos em que perdemos também. Sim, por que mesmo com outros técnicos e jogadores perdemos muitas copas. Aliais, perdemos mais do que ganhamos; Mas ainda sim, somos os maiores vencedores. E dessa vez o grupo estava unido, queriam vencer. Era muito coração. E quando se coloca todo coração, não sobra espaço pra razão. E por tudo isso, deixo aqui meu apoio à seleção, que pode não ter sido a melhor tecnicamente, mas pra mim foi um exemplo de raça, força e união. E que venha 2014!

domingo, 18 de abril de 2010

CELEBRIDADES E STARBUCKS


Dando uma circulada pelos blogs fashionistas internacionais reparei que é impressionante a quantidade de celebridades fotografadas com um copo da Starbucks na mão.

Não se trata de patrocínio (creio que não). O fato é conseqüência de uma marca sólida, bem construída que traz como resultado uma excelente propaganda espontânea.

Confesso que raramente consumo produtos da Starbucks, mas só por que não tenho o hábito de tomar café. Mas quando vejo alguém com aquele copinho, penso: Hum que estilo! Starbucks me remete a Nova York. Starbucks é status, é moderno é charmoso é cool.

Lembrando que não ganhei para escrever isso aqui, olha mais uma propaganda espontânea ae gente!

domingo, 11 de abril de 2010

CHICO XAVIER - O FILME


Independente do meu fascínio por histórias de vidas mistificadas o filme apresenta uma biografia que parece ser leal à realidade, sem muito sensacionalismo (característica bastante presente em outras biografias apresentadas em filmes) e até com uma pitada de humor, retratando a vida de Chico Xavier que antes de qualquer religião foi um homem.

Sendo bem simplória, em minha opinião um bom filme precisa de uma boa história, uma boa produção bons atores, e uma boa mensagem para finalizar com reflexão. Com relação ao filme sobre a vida de Chico Xavier, posso dizer que a sua história já vale por tudo. Saí do cinema bastante emocionada e com vontade de saber mais sobre esse homem que levou milhares de pessoas a acreditarem no espiritismo.

É triste saber que muitas pessoas não assistirão ao filme, pois me permita dizer (o blog é meu) que infelizmente a ignorância causada pelo fanatismo religioso não permite que a mente de alguns se abra não a crença, mas pelo menos ao conhecimento de outras idéias, perspectivas e pontos de vista diferentes.

Com relação à religião, o que tenho a dizer é que não se trata de um filme espírita. Sua mensagem é linda e deve ser seguida por qualquer doutrina seja ela católica, espírita, ou evangélica: Amor e Solidariedade.

“O primeiro livro que veio para a humanidade é um livro do mundo espiritual, um livro de pedra que foi os 10 mandamentos, de Moisés”. Chico Xavier

sábado, 27 de fevereiro de 2010

RÓTULOS: PRODUTOS OU PESSOAS?


Em marketing aprendi que os produtos para se destacarem e diferenciarem no mercado possuem atributos. Qualidade, característica e design fazem parte desses atributos. Para que possamos identificar e avaliar os produtos, temos os rótulos. Na vida aprendi que as pessoas têm sentimentos, defeitos e qualidades e estes são totalmente mutáveis. O problema é que costumamos classificar as pessoas da mesma forma que classificamos os produtos e ainda que cada pessoa não possua em sua testa uma especificação temos o hábito de imaginar o rótulo de cada um.

Em primeiro lugar parece extremamente fácil definir, rotular, determinar os outros partindo daquilo que nós mesmos consideramos como modelo. É através da nossa experiência de vida, daquilo que nós sentimos e acreditamos que olhamos para o mundo. Muitas vezes esquecemos que não estamos sozinhos. Nossa experiência é bem diferente da experiência dos outros, nossa forma de lidar com elas também é diferente. Sempre sabemos o que os outros deveriam fazer. Criticamos, julgamos, censuramos quando os outros regem a determinada situação diferente daquilo que nós faríamos. Muitas eu me pego fazendo isso. E agora me pergunto quem sou eu? Quem somos nós? Por que sempre acreditamos que nós faríamos melhor? Por que achamos que nós estamos certos?

O ser humano é totalmente inconstante. O que sentimos hoje, não sentíamos ontem e talvez não sentiremos amanhã. O que faríamos hoje, não foi feito ontem e talvez não seja feito amanhã. Nosso caráter, nosso pensamento, nossa forma de ação e reação é construída dia-a-dia. Quantas vezes lembrando o passado não pensamos: se fosse hoje eu não teria feito desta forma! Mas para pensarmos assim precisamos daquilo que chamamos de experiência. A experiência nos forma e nos transforma. Da mesma maneira que faz com os outros. Por que então é tão difícil acreditar que as pessoas podem mudar? Por que teimamos em colocar um rótulo grotesco e inflexível nas pessoas? É... Além de rotular temos certa dificuldade de mudar nossos conceitos sobre os outros.

Pense em um amigo, descreva seus três maiores defeitos e suas três maiores qualidades. Agora pense em você e faça o mesmo. O que foi mais fácil? Confesso que pra mim foi mais fácil pensar nos defeitos e qualidades do meu amigo. Parece mais fácil definir os outros. Não que não tenhamos conhecimento sobre nós mesmos, pelo contrário, nós sabemos da nossa complexidade. Conhecemos, ainda que bem pouco nosso próprio universo de sentimentos contraditórios e abrangentes. Por isso, escolher apenas três características nos limita.

Diante da enormidade de sentimentos do ser humano, rotular as pessoas é no mínimo diminuir muito a nossa complexidade. Pura ignorância!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

MINHA OPINIÃO


Trilogia Millennium

Ano passado em uma das minhas vistas ao site da Saraiva me deparei com o livro “A menina que brincava com fogo” por um preço bem em conta. Eu, como uma viciada em promoções de todos os tipos e especialmente de livros acabei não resistindo ao preço e comprei. Quando meu produto chegou percebi que o livro se tratava de uma trilogia e que por acaso aquele era o volume 2. Isso que dá comprar só pela promoção sem nem saber do que se trata ai que besta! Conclusão: Precisava comprar o volume 1 antes de começar a ler o volume 2. No fundo acabei gostando disso, afinal nada como uma boa desculpa para comprar mais livros né? Enfim adquiri o primeiro livro “Os homens que não amavam as mulheres” e iniciei despretensiosamente minha leitura.

Logo no começo percebi que o livro era daqueles que prendem a atenção com seu estilo Romance Policial. Sua linguagem fácil e clara torna a leitura extremamente prazerosa, ou seja, não consegui parar de ler até o desenrolar dos mistérios e assim terminar o volume 1.

Imediatamente parti para o volume 2 que nada deixa a desejar ao anterior. Stieg Larsson escreve de maneira tão envolvente que a quantidade de informações e personagens não torna sua história cansativa ao contrário de outros livros que existem por aí. Pelo contrário fazem com que o livro seja mais interessante e divertido. Antes mesmo de terminar o volume 2, já estava eu lá na fila para adquirir o último livro desta maravilhosa trilogia.

Ontem terminei o terceiro livro “A rainha do castelo de ar”. Estou apaixonada por este autor, que infelizmente faleceu em 2004, logo após entregar os originais dessa incrível trilogia.

Recomendo para todos Trilogia Millennium!